sábado, 20 de dezembro de 2014

(Ir)Racional

Todas as pessoas precisam de algo , nem que esse algo seja só para mostrar a direcção que levará a outro algo.
Por mais racionais que digam que somos, todos nós já perdemos a razão e nos tornamos no ser mais irracional do mundo , naquele exacto momento de raiva , de fúria , naquele instante de incerteza. Quando perdemos a razão é quando somos portadores absolutos dela, donos até... Obviamente que é uma cegueira momentaneamente que nos cega. Jamais temos razão quando a nossa cara espelha fúria e rancor. Muito menos quando esse estado de crença na nossa razão se infiltra nas nossas atitudes e se prolonga até às pontas dos nossos dedos, forçando tudo e todos a agir em prol dos nossos almejos .

sábado, 13 de dezembro de 2014

Porta

Quantas portas já foram necessárias serem fechadas em detrimento da tua segurança ? Quantas outras já fechaste para  te salva guardares?
Todas as portas são feitas para abrir e fechar. Mas há quem tenda a viver com elas entre abertas, sem coragem de as abrir completamente ou fechar de vez. A coragem de bater com elas e por ponto final na situação, leva tempo e mais que tempo lágrimas , para não falar de abrir uma nova porta e deixar uma divisão enorme atrás de nós. Quantas tentativas vãs  tiveste, mesmo, para conseguires fechar a tua ? São precisas palavras, um mundo de palavras , de porta meia fechada e meia aberta , para decidir o que fazer com ela . Mais que uma porta é um muro , de protecção talvez ou então de conforto , por certo algo que te protege, algo que almejas que não desapareça , que fique. É-te indiferente quem entre ou quem saia por ela , o que importa para ti é que não sejas tu a transpor , a barreira que ela se tornou , um obstáculo tão grande , de dimensão incalculável por ti. Tudo por viveres de porta entre aberta

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Essencial ou acessórios

Quanto mais procuramos , menos respostas encontramos. Quanto mais lutamos por ir ao cerno da questão mais nos afastamos dela. É a isto , e apenas a isto , que se resumo tudo , ou talvez nada daquilo que passamos a vida a fazer. A questionar-nos sobre tudo e mais alguma coisa , e no fim de tudo , ao  que chegamos sempre ao ponto de partida , que nada é e nada será.
A despreocupação humana é nula , sei que é , vive-se atarefado demais para despreocupação, mas é na mesma que reside a solução de respostas. É na irracionalidade que vive a razão , por mais descabido que pareça , é nas coisas descabidas que está a verdadeira essência daquilo que preocupamos.
Achamos que é no essencial que nos devemos focar , mas o que era o essencial sem o acessório? Um mero resumo de 'nadas' , de 'quases' , que de nada  nos valiam .