Tão cheio e tão vazio.
Como é possível algo tão antitético e contraditório numa só pessoa? Como é que algo pode estar cheio e simultaneamente tão vazio , ter e não ter algo?
Não sei ... É assim que me descrevo o tudo ou o nada que sinto. Prestes a rebentar, a explodir sem sentir absolutamente nada. Vejo o exterior, aparentemente cheio. Mas o que destinge o cheio do vazio é o interior. E esse sei que se encontra em ruínas , a desmoronar-se de dia para dia. Mas quando parar de ruir, vão ser os fragmentos da mesma que irão ocupar cada parte partida , cada buraco provocado e cada fenda aberta.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
Para ti
Para ti, não importa onde estejas nem com quem estejas.
Voltei ontem ao sítio onde não devia ter voltado. O suposto era não sentir nada,
sentir um vazio e indiferença, mas como é que é possível pedir isso a um mortal
comum? Cedi perante tal dificuldade, cedi pelas memórias que outrora foram
bocados de nós.
A noite de ontem acordou em mim tudo o que até então estava
adormecido. Procurei afastar-me de tudo o que a ti dizia respeito, com a
esperança vã que isso fosse a solução do problema, inocente. Mais cedo ou mais
tarde sabia que teria de lidar de novo com os sítios que já foram nossos,
contigo algures por aí. O meu corpo contrai-se de ansia ao ver-te. Não sei se a
contração dele é maior agora que a distância aumentou ou se era quando me
tocavas. Não sei até que ponto o arrepio que sinto é maior ao recordar os teus
lábios sobre os meus ou se é ver o sítio onde nós nunca deixávamos as luzes se
apagarem. A dúvida impera em mim ao não saber se passo mais tempo acordada ao
recordar cada traço de ti ou se seria quando íamos sem destino pela estrada noturna.
A certeza que prevalece é que a saudade aumenta à medida que nos afastamos.
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